É preciso investigar com seriedade e sem corporativismo...
Por: João Silva
É preciso que se investigue. Acreditar na versão policial sem uma ivestigação mais clara e isenta de corporativismos é tarefa da Polícia Militar.
Sabemos que nossas polícias já fizeram uso inúmeras vezes da ferramenta dos "autos de resistência para justificarem as execuções sumárias cometidas por estes agentes do Estado. Exemplo disso estão as execuções ocorridas no Complexo do Alemão, flagrado pelas lentes dos repórteres. Crime que acabou por ser confirmado por uma perícia independente.
Ainda espero que a Corregedoria de Polícia não fique com a versão dos policiais. É preciso que se investigue a fundo!
Faz-se importante que o Estado dê ao caso a importância que uma vida deve ter.
Não atentar para isso é não dar voz à comunidade e promover a "verdade" de uma única via. Isso é um risco!
"Paz sem voz não é paz. É medo."
Sou defensor ferrenho do Programa UPP e acredito muito na sua funcionalidade e na seriedade desta iniciativa, mas ela precisa se pautar no conceito de policiamento comunitário que dialoga com a comunidade, não que a oprima.
Não investigar com isenção e sem o medo de que uma possível falha de atuação ponha em risco o programa da UPPs é correr o risco de se perder o apoio popular e se acabar por produzir mais danos.
Ou se ouve as vozes da comunidade ou se comete opressão e ilegitimidade no processo de pacificação.
Ou se ouve as vozes da comunidade ou se comete opressão e ilegitimidade no processo de pacificação.
É preciso investigar!
A comissão de Direitos Humanos da ALERJ precisa pressionar a Corregedoria de Polícia para que tudo seja elucidado. Uma vida tombou e nada mais se comenta? Alô Marcelo Freixo! Por que não se foram preservados os espaços do confronto para fossem periciados? O que se apresenta aqui é mais para o que conta a comunidade do que o que realmente dizem os policiais. Fica a questão: Por que levaram um corpo para um hospital, uma vez que sua morte já havia sido diagnosticada?
A comissão de Direitos Humanos da ALERJ precisa pressionar a Corregedoria de Polícia para que tudo seja elucidado. Uma vida tombou e nada mais se comenta? Alô Marcelo Freixo! Por que não se foram preservados os espaços do confronto para fossem periciados? O que se apresenta aqui é mais para o que conta a comunidade do que o que realmente dizem os policiais. Fica a questão: Por que levaram um corpo para um hospital, uma vez que sua morte já havia sido diagnosticada?
Vamos investigar Corregedoria!!!!
Policiais da UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro apreendem arma e drogas na comunidade do Fogueteiro

O mecânico Jadson Lessa dos Santos, de 20 anos, foi morto na tarde desta sexta-feira no Morro do Fogueteiro, na Tijuca. Familiares acusam policiais da UPP de terem executado o jovem, sem dar chances de que documentos fossem apresentados. Já a Polícia Militar afirma que Jadson era um criminoso e atirou contra os agentes que patrulhavam a comunidade.
Ensanguentada, a irmã de Jadson, Cleisiane Lessa, de 28 anos, contou que o irmão havia ido a um bar comprar biscoito para as filhas. Quando ouviu-se o tiroteio, todos os moradores que estavam na região Largo da Raia correram. No corre-corre, ela afirma que Jadson foi atingido.
- Ele estava caído no chão e nem deram chance de ele dizer que era trabalhador. Ajoelharam ele no chão e atiraram na cabeça dele. Desfiguraram o meu irmão. Eu tentei abraçá-lo pela última vez, mas eles me agrediram. Arrastaram meu irmão já morto como se fosse um bicho e jogaram na viatura - relembrou Cleisiane.
Por nota, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora informou que policiais da UPP Coroa/Fallet/Fogueteiro “depararam-se com um bando em atitude suspeita em um beco no Morro do Fogueteiro. Ao ver os policiais, Jackson Lessa dos Santos, teria atirado contra a patrulha, armado com uma pistola 9 mm, iniciando uma breve troca de tiros”. Afirmam que com ele foi apreendida uma pistola 9 mm, um rádio transmissor e uma quantidade ainda não contabilizada de crack, maconha, cocaína e haxixe.
Familiares e vizinhos negam que Jadson tivesse envolvimento com o tráfico e acusam os policiais de terem desconfigurado a cena do crime, levando o corpo de Jadson para o Hospital Souza Aguiar para forjar o material contra ele.
- Ele (Jadson) já estava morto. Levaram para o hospital para não ter cena do crime, plantar essas coisas e dizer que ele é bandido. Sempre fazem isso. Ele era trabalhador, sim - afirma Michelle Oliveira, comadre de Jadson.
O jovem não tinha antecedentes criminais. A 6ª DP (Cidade Nova) investiga o caso.
Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/familia-acusa-policia-de-executar-mecanico-na-upp-do-fogueteiro-5153032.html#ixzz1xFDdOUcC



